Empoderamento no ambiente corporativo
Hoje teremos uma reunião do trabalho que ocorre trimestralmente com pequenos grupos de aprox. 30 pessoas em cada um. O intuito da reunião é discutir temas, apresentar resultados, aproximar pessoas, fazer network e, claro, avaliar a performance de cada um.
A cada reunião é levantado um tema. O de
hoje deveríamos enviar uma foto e uma palavra que associássemos à de um líder.
Minha palavra foi “Empoderamento”.
É impossível ouvir essa palavra e não
lincar ao “empoderamento feminino”. Ainda que lute pela causa, não é disso que
quero falar. Quero falar sobre o sentido literal dela e dentro do meio em que
estou e que iremos abordar hoje: a liderança no meio corporativo.
E por este lado começo no que acredito: O
empoderamento promove o crescimento do outro.
Empoderar é uma palavra aportuguesada do
empowerment,
que pode ser traduzida como “delegação de autoridade”, onde em uma
abordagem profissional se baseia na delegação de poderes de decisão, autonomia
e participação dos funcionários na administração das empresas, é fazer o outro
se sentir parte importante do processo.
Eu, Estela, acredito nessa palavra como
algo transformador pois...
Quando
você empodera, você transmite confiança ao outro,
e
ao confiar você o motiva,
e
ao motivar ele se esforça,
e
ao se esforçar ele cresce,
e
ao crescer ele agradece,
e
ao ser grato, ele é feliz,
e
ao vê-lo feliz, você também fica feliz,
e
ao ficarem felizes vocês trabalham com amor,
e
ao trabalharem com amor, vocês darão o melhor,
e
ao darem o melhor, ele, você e a empresa crescem!
Mas meu conceito não vai apenas do
simples fato de confiar, de delegar poderes, vai mais à fundo, pois vejo que analisar
os cenários antes de empoderar, analisar os riscos e até onde você pode delegar
estes poderes [1], os alinhamentos com o empoderado [2] e a avaliação do depois
[3], se tornam tão importantes quanto o ato de empoderar singularmente falando.
Digo que o sucesso do que foi dito acima dependerá do “pacote” como um todo,
vejamos o porquê.
1. Analisar os
cenários:
Realizar os
questionamentos como: Posso delegar? Esta pessoa tem competência para isso?
Caso não tenha. Se eu ensinar e der o suporte necessário será que ela consegue?
Terei essa disponibilidade?
Realizar estes autoquestionamentos
antes para que não seja transferido/delegado poderes à alguém que não
terá suporte necessário pode ser o mesmo que dar um “tiro no pé” em todos os
envolvidos no projeto. Vejam bem, o empoderamento não vem do “empurrar” responsabilidades.
Não confundam.
2. Alinhamento
O segundo passo,
seria o alinhamento de expectativas entre você e o empoderado. Explicar o que
realmente necessito que seja realizado. Alinhar minhas expectativas. É o
mínimo.
Mais um ponto o
qual acho fundamental: O escopo! Ao longo da minha carreira tenho visto muitos
problemas de comunicação simplesmente por algo que poderia ter sido alinhado no
início. Isso é só mais um ponto crucial para o sucesso do empoderamento.
3. Feedback
Alinhado o
escopo, o empoderado realiza o trabalho com o suporte necessário, se
necessário. E após isso precisará saber como se saiu. Apresentar o resultado
final do projeto, de como ele se saiu e quais seus pontos fortes e fracos são
tão importantes quanto os passos anteriores.
Ok, qualquer semelhança não é
mera coincidência sobre o método de avaliação das Big Fours: planejamento,
acompanhamento e avaliação. De fato, minha experiência profissional nestas
empresas, contribuíram para que, somado às minhas leituras, acreditasse e
trouxesse para este “pacote”.
Vejo que existe um lado da “cultura business” de competitividade, poder e
ego ainda muito forte. Mas o que as pessoas ainda não aprenderam (na minha
humilde opinião) é que há anos já vem se falando sobre as diferenças entre ser
líder e chefe.
Há um ano atrás li um livro best seller antigo chamado: Como fazer
amigos e influenciar pessoas do Dale Carnegie. A cada página virada era a
ratificação do que sempre acreditei. O livro, pra mim, foi muito mais uma aula
de liderança do que “passo a passo” para se fazer amigos (e não era mesmo a
minha intenção que fosse). O tal da empatia, o tal do elogio e do “acreditar”
no outro, é o que faz a diferença e é transformador no ambiente corporativo. O
que, pra mim, está tudo interligado ao “pacote do empoderamento”.
Tenho mais um milhão de coisas para
escrever sobre o assunto. Mas sem tempo pois minha reunião começará em alguns
minutos e tudo o que queria era escrever 4 linhas para concatenar as ideias.
Namaste!


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