A melhor mãe é a que deixa o filho livre para voar!

 

(foto não autoral)

Em uma sequência ininterrupta de dias venho passando por diversos “testes” de equilíbrio emocional. Na empresa a qual eu trabalho temos uma forma de avaliação e acompanhamento na carreira profissional muito legal. Lá, áreas são subdivididas em famílias e cada família tem seus pais, que tem filhos, que por sua vez também tem seus próprios filhos e por aí vai! Os pais/mães são os conselheiros profissionais dos filhos.

Eu costumo ter filhos! Adoro ter filhos, tem gente que não gosta! Antes era obrigado, hoje perguntam quem quer tê-los (muito justo! Pior coisa ser um pai/mãe forçados né?). Ter "filhos" é uma responsabilidade e tanto! A sua opinião tem o poder imenso sobre a vida do outro, não apenas ao seu aconselhado, mas também perante toda a sua família. Como todo filho, se você quer ajudar mesmo, dá trabalho, assim como também, como todo filho, dá orgulho!

 Sempre busquei trabalhar com líderes excepcionais... uma busca árdua por isso! Mas, ao invés disso me deparei mais com "decep" do que “excep”, infelizmente é uma realidade muito comum no mundo corporativo o qual eu vivo. Vários deles serviram de inspiração sim, mas de como eu não quero ser. Não sou perfeita, mas estou em processo de evolução e busco por ela incessantemente. De verdade! Afinal, o que levamos dessa vida é apenas isso: as nossas relações e o que fazemos com elas.

Para meus aconselhados sempre busquei ser a líder inspiradora em todos os aspectos (profissional técnico, profissional ético, respeitador, motivador etc.). Estudei liderança, fiz reuniões regulares, mantive próxima, preocupada, lutei, enfim, como tudo que faço: me “joguei” na função “mãe profissional” (conselheira). Como “mãe” recebi deles inúmeros elogios, homenagens e agradecimentos! Isso pra mim não tem preço! A gente vai criando um vínculo com eles incrível. Quero vê-los crescer dentro da empresa, quero vê-los felizes e seguindo seu propósito. Ser essa ponte para a chegada do sucesso deles através das ferramentas adequadas e claro através da habilidade nata, torna tudo mais prazeroso ainda!

Na semana passada foi o dia de todos nós decidirmos sobre permanecer ou mudar de conselheiro. Eu, amo a minha conselheira, nem pensei na hipótese em mudar. Um dos meus aconselhados me chamou para conversar dizendo que havia decidido sobre a mudança.

Oooooiiiii?

Juro que na minha cabeça isso era algo inimaginável. Assim como na minha cabeça não passava mudar de conselheira achei na deles também seria assim, ledo engano.

Passados os minutos de susto voltamos a falar. Entendi o ponto dela e sabe qual era? Novo ranking dizia que para profissionais dos cargos dela precisariam de conselheiro a nível gerencial. Revisitamos o novo ranking e vimos que estava meio confuso, “talvez conversando com alguém do talent...” dei a dica. Mas, todos os amigos e pares profissionais estavam mudando também, só ela não iria mudar???

Entendi...(pensei).

Só pude me calar e entender que cada um tem seu tempo. Minha maturidade para perceber, respeitar e perseguir minhas vontades sem a interferência de outros demorou tanto! Acho, inclusive, que isso será uma luta eterna. Mas realmente é uma luta pessoal, cada um no seu time. Eu, de fato, ainda não estou no nível gerencial, mas minha maturidade profissional e minha vontade em ser uma líder inspiradora apoiando os que estão abaixo de mim e ao meu redor é tão grande que mal sabe ela que esse apoio profissional pode vir de qualquer lugar contanto que seja feito com vontade, amor e brilho nos olhos. Isso ela ainda não sabe. Entendo e respeito.

Com um milhão de elogios à mim ela se despediu. Eu, com aperto, disse “vá meu bem, voe!!!” desejando muito muito muito bem à eles e grata pela história e bacana que construímos! É isso que levamos não é mesmo?!

Um bom filho à casa - de uma boa mãe – retorna!


Namastê!



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