O tal mês de agosto...

Minha mãe, cheia de crenças e justificativas para tudo, costuma dizer que o mês de agosto é um mês importante, sendo ele o mais importante para decisões, e que uma vez tomadas, dificilmente são revertidas. Não por isso, mas também não por acaso, o mês de agosto é o mês 8, e o oito é o símbolo do infinito. Isso pode ser tanto bom, quanto ruim. E ontem, exatamente neste mês, tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida. Quiçá a mais difícil! A mudança de carreia.

Ao longo dos anos, grandes decisões se tornam mais ponderadas, naturalmente por conta da maturidade. Responsabilidades, planejamentos, mudança do “eu” para “nós” e principalmente: a mudança de percepção sobre “ação e reação”, sobre “escolhas e o reflexo delas”, sobre “Karma – ou A Lei do retorno”.

Agora imaginem uma pessoa altamente planejada, com metas de curto, médio e longo prazo para absolutamente tudo – principalmente se tratando de carreira. Mudar o rumo de tudo sem saber exatamente o que esperar do futuro deve ser difícil né?! Essa sou eu exatamente agora. Com a cabeça `a mil, me vejo com a necessidade de pesquisar e iniciar o planejamento para a nova carreira. Por sorte tenho muito trabalho me ocupando a mente por todo o dia.

Durante minha entrevista, fui indagada sobre o por que de ter escolhido justo Auditoria uma vez que eu sempre havia gostado de outra área (e elas de fato não tem qualquer semelhança). Minha resposta foi simples: mudança de propósito! Essa questão de propósito tem me tocado bastante, mas essa é uma conversa para outro dia. O que quero abrir o jogo aqui é a mistura de sentimentos o qual me encontro.

De desespero! Não sei dizer muito o que vou fazer, nem a função o qual entrarei, que cargo? Plano de carreira? Salário? Em quanto tempo ficarei na empresa para então ir para qual lugar? E os próximos passos? Devo fazer outra faculdade? O que devo focar primeiro? Meu Deus, como tomei uma decisão dessa sem ter certeza sobre estes itens básicos? Não faço ideia sobre nenhuma destas respostas e isso tem me deixado com bastante medo! Quase que em desespero. Se eu queria tomar essa decisão agora? Não! Se eu queria fazer mudanças exatamente agora? Não! Se estou preparada? Não sei! ... Conversando com uma amiga sobre isso ela disse: Se você não fizer nada, você está escolhendo! Não fazer nada, de fato é uma escolha! É deixar as oportunidades passarem, é escolher permanecer em uma rota ao invés de mudar.

É uma libertação! É como se meu EU dissesse: Bem vinda ao seu mundo Estela! Sabe o peixinho que durante muitos anos morou fora d’água, que foi feliz porque esqueceu durante um tempo que era do mar, e agora que está voltando percebe que enfim está voltando ao seu habitat natural? Essa sou eu.

Então, reflito, respiro e agradeço!

Estou aprendendo a lidar com o meu presente! Fiz uma análise baseada em fatos e suposições tanto positivas quanto negativas, as quais posso e não posso controlar (SWOT). E ao final, a decisão foi pautada nos valores os quais fui adquirindo ao longo da minha maturidade. E se no futuro eu mudar de propósito novamente, tá tudo bem! Estarei preparada para isso.

Por fim, a única coisa que sei explicar é a forma como meu cérebro responde à tudo isto: dopamina, serotonina e adrenalina são liberados em larga escala! É como se eu sentisse o cérebro me trazendo uma sensação de felicidade imediata! Simplesmente porque amo o tema, amo estar conectada com isso e tenho uma sede absurda de aprendizado! Juntando toda essa minha sede + potencial nato + experiência profissional, tem como dar errado? Confiança é tudo! Assim, estou sendo empurrada por mim mesmo para voar em novos ares.

Que a partir de agora, em agosto, o mês de grandes e irreversíveis decisões seja um início de futuro brilhante!

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