O tal LOUCO mês de agosto...

Praça Batista Campos em Belém - PA

[continuação do post anterior]

...

Euforia e ansiedade estavam lado a lado. O dia seguinte era o dia que deveria estar mais feliz do que nunca! O dia da mudança! Mas não era exatamente assim que eu estava. Pessoas ao meu redor disseram estranhar minha reação. Na realidade, o medo de incertezas estava tomando conta de mim. Mas ok, me acostumei no “ta com medo?” “vai no medo mesmo!”. O medo também faz parte dos “vulneráveis” e eu sou uma de carteirinha! Então continuei firme na minha decisão, afinal, o “peixinho” voltaria ao seu habitat natural e não há felicidade maior do isso.

Opa! Não pera! Mudança de planos.  

“Veja bem... vamos planejar a mudança, não teremos como fazer agora...”... E a conversa ficava cada vez mais longe... chorei. Na verdade, desembestei a chorar. Não sabia se era de tristeza ou felicidade, provável que neste momento mais de tristeza. Mas no fundo, nem eu estava de fato preparada para tamanha mudança. E os meus planos solidamente construídos ao longo destes anos? Era uma mistura de sentimentos que nem eu entendia. Estes últimos dias foram um tanto quanto emocionantes.

Ainda tonta com a “pancada” da notícia tive que sair, quase sem forças me reconstruo (again), era um evento com amigos marcado há tempos. Mas não tem como cancelar? A vontade era essa mesmo: me danar a chorar e ficar no cantinho do pensamento refletindo sobre a vida no colinho de mamãe (nessas horas como é bom estar visitando a mãe). Mas como de costume, engoli o choro e fui. Tal qual como de costume, não somente engoli o choro, mas como também me diverti, sorri e dei gargalhadas! A noite deliciosa me deixou leve e voltei para casa agradecida!

O dia seguinte foi um sábado ensolarado [informação totalmente redundante, afinal em Belém, a média é de 30 graus todos os dias do ano (Lol)]. Pois bem, durante a manhã a mistura de sentimentos ia e voltava. Fui passear, afinal, aproveitar a temporada na Cidade das mangueiras é um presente! Acabei parando na igreja que tanto amo e frequentei por tantos e tantos anos. Rezando, chorei novamente. Sem ter certeza de nada, pedi apenas luz.

Pouco depois fui contatada pela equipe de programação do meu trabalho chamando para um novo projeto. Era uma oportunidade inegável. Pronto! Muda tudo novamente! A programação para permanecer no projeto o qual estava ainda se estenderiam por mais 3 semanas. Teria que adiantar tudo ou parar por ali. Bom, a vida real me chamava e tive que “virar a chave”. Fiz diversas articulações afim de confirmar sobre estas alterações de programações e após ter todas as certezas fui fazer as devidas comunicações aos líderes. Domingo foi dia de organização: conclusão de materiais e envio de email de despedida para todos do projeto.

O carinho recebido ali era tamanho que a cada nova resposta caia um cisco no meu olho. Ando um saco de sensibilidade neste turbilhão de emoções. E não é TPM. Rsrs. Realmente meu amor por este projeto será eterno!

Trabalhei até a madrugada para enviar tudo bonitinho e assim começar o novo projeto com força total! Já com a “chave virada” estava empolgada com o novo desafio! Uhuuuuuu!

Opa! Não pera! Mudança de planos.

Então Estela o projeto caiu. Não vai mais rolar. Pelos motivos XYZ... E lá vem o turbilhão de emoções (again).

Bom..... o que dizer aqui? Fiquei novamente tendo que me recompor. Sem lágrimas desta vez. Mas muito reflexiva. O que fazer diante disso se não “entregar”? Se é algo que posso controlar, assim o farei, se não posso, nada tenho a fazer. Ao final do dia estava “disponível” em minha programação. Sem lá nem cá.

Volto então refletindo ao tal louco mês de agosto, que não me faz querer nada mais além do que ele acabe! Rsrs.

Namastê.

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